Estrada Vazia: A Escassez de Motoristas e o Futuro do Transporte Rodoviário no Brasil
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- 19 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Quem vai dirigir o futuro das estradas?
A boleia sempre foi símbolo de força, coragem e trabalho. Mas hoje, cada vez menos motoristas estão dispostos, ou conseguem, enfrentar as condições da estrada. O Brasil perdeu mais de 1,1 milhão de motoristas de caminhão na última década, uma redução de quase 20% da categoria. E a média de idade dos que resistem subiu para 53,5 anos.
A estrada está ficando sem gente para guiá-la. Isso não é apenas um problema dos caminhoneiros. É um problema do Brasil inteiro.
📊 O que dizem os números
Em 2014, havia cerca de 5,5 milhões de motoristas. Em 2024, esse número caiu para 4,4 milhões.
Apenas 4,11% dos motoristas têm até 30 anos, enquanto mais de 11% já passaram dos 70.
Entre os que seguem na ativa, a maioria é de autônomos, com cerca de 919 mil caminhoneiros com veículo próprio, ao lado de quase 200 mil motoristas vinculados a empresas.
Isso mostra que a escassez atinge toda a categoria: tanto quem tem frota própria, quanto quem é registrado em transportadoras.
🛑 Por que ninguém quer mais a boleia?
Jornadas longas e descanso negado: pressão por prazos, sono interrompido e pernoite em condições precárias.
Baixa valorização: fretes achatados para autônomos e salários pouco atrativos para registrados.
Custo alto para começar: CNH profissional, treinamento e, no caso dos autônomos, aquisição do veículo.
Infraestrutura precária: estradas perigosas, falta de pontos de parada e segurança mínima.
⚖️ Impacto jurídico e social
A falta de motoristas gera efeitos em toda a cadeia: atrasos nas entregas, aumento do custo logístico e risco de desabastecimento. Para os profissionais, significa ainda mais pressão e um ciclo de violação de direitos trabalhistas, com jornadas forçadas, descumprimento do art. 235-C da CLT (repouso mínimo de 11h) e condições indignas de descanso.
🚛 Autônomos x Registrados: duas dores, uma luta
O autônomo sofre com os fretes baixos, combustível caro, falta de segurança de pontos de parada nas estradas e manutenção do caminhão que não fecha a conta.
O registrado enfrenta pressão de empresas que descumprem a lei, com sobrejornada, falta de pernoite adequado e risco de acidentes.
Duas estradas diferentes, mas com a mesma paisagem: exploração e desvalorização.
🧭 E o que pode mudar?
Políticas públicas de incentivo: formação de novos motoristas, redução de custos para obtenção da CNH profissional, linhas de crédito para veículos e programas de segurança.
Modelo de contratação mais justo: empresas assumindo responsabilidade por frota e motoristas, e não empurrando custos e riscos para o trabalhador.
Valorização da categoria: descanso digno, remuneração justa, proteção social e infraestrutura adequada.
📣 JusMotô: a estrada não pode parar
No JusMotô, nossa missão é lutar por condições dignas, justiça e reconhecimento. Seja autônomo ou registrado, você faz parte dessa luta.Se a estrada ficar sem motoristas, o país inteiro para. E não vamos deixar isso acontecer.
💬 Entre para o grupo JusMotô no WhatsApp e faça parte desse movimento.

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